Get Adobe Flash player

O Verdadeiro espírito do motociclista

 

No fim do ano passado acompanhei um amigo aqui de Taubaté a uma oficina onde ele foi deixar sua motocicleta.
Rafael cumprimentou o mecânico amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento seco, meio rude e até grosseiro. Explicando o problema de sua motocicleta em detalhes, meu amigo sorriu atenciosamente e pediu que caprichasse na revisão. Logo que ele montou na minha garupa, saímos da oficina, levantei a viseira do capacete e perguntei:
- Esse cara é meio grosso, ele deve trabalhar bem, ele sempre te trata com tanta grosseria? 
- Sim, ele é um ótimo mecânico e é sempre assim, “irritadinho”. 
- Mas como você é tão legal, calmo, atencioso e amável com ele? 
- Sim, sempre sou assim, quanto mais o conheço mais o trato com cortesia e amabilidade. 
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você? 
- Porque não quero que ele decida sobre meu humor, como devo agir.
Gugu, nós somos nossos "próprios donos", disse o Rafael. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê da impaciência, do mau humor, da raiva, e da mesquinharia dos outros. Não devem ser as pessoas e os ambientes que nos transformam e sim nós que podemos e devemos transformar para melhor os ambientes e pessoas. 
Antes de abaixar a viseira ainda ouvi: - "Para saber quantos amigos você tem, dê uma festa, para saber a quantidade e a qualidade deles, fique doente!"
Mesmo sendo eu um motociclista com mais de 50 anos de “estrada” continuo entendendo cada dia mais o verdadeiro espírito do motociclista.



Autor:
Otavio Araujo – “Gugu” - 69 anos, motociclista há 53 anos. Administrador de Empresas e Empresário no setor da Construção Civil.

 
Banner