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Prólogo

Foi no dia 26 de novembro de 1998 que a conheci. A partir daquele momento senti que minha vida mudaria completamente.
Como de costume e sendo um internauta contumaz sempre fui  sincero com os outros mesmo não os conhecendo. Sempre me entusiasmei com a presença de um estranho na minha telinha. Acho que com isso transmiti a Marjorie e toda sua família  a confiança necessária para um aprofundamento interior. Sem me preocupar com o seu arquétipo doei-me intensamente e hoje somos namorados e toda a família torce por nós. Dado a nossa distância e não podendo confrontar-me com seus pais a pedi em namoro com os recursos que possuía no momento, apenas alguns cliques. Providenciei para que sua mamãe, papai e irmãos se postassem diante o micro e fiz o pedido. Eles não acreditavam no que estava acontecendo mesmo assim fui prosseguindo. Agia de boa fé e era aquilo realmente que queria. Foi num Domingo, após o almoço, à tarde. Eles concordaram  prontamente mas acharam estranho um pedido de namoro proceder de um sujeito desconhecido e de uma forma que foge completamente aos padrões normais. Esta insegurança era atenuada pelo fato de que já havíamos conversado outras tantas vezes por telefone e a reciprocidade nas gentilezas encantou a todos. Depois do pedido feito liguei para  oficializar. Eu não os conhecia pessoalmente somente a Marjorie, agora namorada, e mesmo assim somente por fotos que ela me enviava quase que quinzenalmente e eu também a ela.
Em julho de 1999 nos conhecemos em Brasília. Eu sai de Recife(PE) e Ela de Rio Branco(AC) no mesmo dia. Marjorie desembarcou em Brasília às 14:30 e eu as 17:30 do dia 9 de julho. Teve que esperar por 3 horas pela chegada do meu vôo. Quando cheguei fui para a esteira pegar minha mala, a tensão era enorme, Ela já me vira e eu ainda não. Ao sair eu a vi, era ela! Foi muito emocionante nos olhamos mutuamente, foi um reconhecimento imediato. Eu parei, Ela me tomou pelo braço e me tirou do meio da multidão. Fomos para um local mais calmo e nos abraçamos por muito tempo de maneira muito fraternal e carinhosa. O primeiro encontro foi lindo. Vislumbro essa cena incessantemente, e é algo que fará parte da minha vida. Marjorie tirou de dentro da bolsa uma caixinha e dentro dessa caixinha um cordão com uma medalhinha. Olhar fixo em mim pediu que me abaixasse e a colocou em meu pescoço e disse: "Esta é a prova do meu amor, a partir de agora você é meu, me pertence." – deu-me um beijo e choramos juntos. Daquele momento em diante faria tudo para ficar ao lado de tão preciosa mulher.
No período em que Marjorie esteve em Brasília conheceu minha família. Como havíamos decidido e, com o consentimento dos seus pais, colocaríamos  aliança de compromisso pois estávamos certos do que queríamos, poderíamos então, traçar planos para o futuro. No dia 14 de julho assim o fizemos. Passamos 12 dias em Brasília juntos e tudo foi de acordo como prevíramos. Ficou a esperança de nos revermos no final do ano e assim que ela terminar a faculdade e der tempo suficiente para que nos conheçamos melhor, bem como toda a família, pretendemos unirmos de vez.
Teclamos pouco, falamos mais ao telefone e geralmente nas madrugadas e nos finais de semana. Todos os dias temos notícias um do outro pois o email existe para isso. Se um não der notícia é sinal de "crise", como costumamos chamar nossas depressões devido a distância. Se um for sair tem que avisar o outro e perguntar se pode ir, sempre por email ou por telefone os consentimentos. Muito carinho, respeito e dedicação. Eu acreditei!
Acredite num grande amor que parece desaparecido um dia ele virá ao seu encontro. Trate todos com ternura mesmo que não os conheça pessoalmente pois essa pessoa pode lhe ter sido cara algum dia .

 

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