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Busca de mim - (5ª Reflexão )

Eu não sei o que é conhecimento profundo. Minha consciência está enevoada por mil anos. Meu nascimento nesta terra é por conta de um progresso iminente. Tenho saudades de casa. Quando pregava para multidões me ouviam com solicitude. Nesta vida não consigo me expressar direito todo meu potencial está a mercê das condições onde vivo. Minha percepção é tênue. Quando fecho os olhos ou mesmo me desligo dos afazeres flui toda a reminiscência  como a água do rio, espero poder encontrar-me.

Na minha terra tem tudo não é um mundo corruptível uma vez que não há egoísmo e ganância. Neste mundo de todos onde se brigam por um olhar diferente a cada dia frustra-me. Viver aqui é tão complicado.

Viver sem lamentar é o propósito, às vezes não consigo é duro ser assim; alguns acham tudo isso uma curtição, eu encaro com seriedade. É difícil suportar meus irmãos porquê? Eu também não sou irmão? O outro também me vê assim. Quanto mais eu explorar o meu próximo, tirando dele coisas boas sem desmerecê-lo, mais próximo de mim eu fico e então daqui a anos posso com galhardia conhecer a mim mesmo. É minucioso este processo do conhecimento, não nos conformamos com as pequenas parcelas parece que o imediato se afigura melhor quando se tem pressa, é bobagem isto! Daí vem a sensação de prazer em um momento que está germinando a semente do conhecimento, não faz sentido querer o agora se estamos despreparados. Eu não sei, tantas desilusões desde que nasci.

Procuro estar junto daquele que realmente sou, querer mais do que meus ombros possa carregar é aumentar em um fardo meu poder. Eu tenho certeza que minha vida não é esta vejo você como um ser que passa assim como passei. Um ponto de luz, uma centelha que anima um perecível. Se eu desgostar deste por traição ou incompreensão estarei me perdendo eu não gostaria de ser reprovado no vestibular da vida por isso eu clamo a compaixão divina. É como um programa de computador que precisa de um compilador para rodar os fontes. Nesses momentos quando faltar-me paciência procuro admoestar-me em todo sentido e submeto-me a uma bateria de inflexões. Donde emana traumas certamente há um princípio.

Somente nós somos responsáveis pelos nossos atos mais ninguém e, se advém de outros críticas não procuro me irritar mas atacar até o limite da exaustão aquele ponto nevrálgico que certamente não vi. Os olhos dos outros às vezes é testemunha da nossas cegueira psicológica. Ninguém tem o poder de mudar as pessoas nem o mundo pois cada um tem sua maneira de ver o mundo e o pinta conforme sua utopia. Somos seres integrais mas com raciocínio individual, o que vemos nos outros é aquilo que queríamos em nós, ou sentimos em nós, é mais fácil criticar do que se reformar é uma forma de escapar da dificuldade que se tem de gostar de si, fugir da sua realidade.

Andando pela cidade percebi que um olhar furtivo me seguia e sem saber de onde vinha me senti incomodado. E ele me seguia! Em todos os cantos por todos os lados, o que seria? - É um assombro essas coisas! Ao passar por um espelho aquele olhar ficou profundo, olhei em seus olhos e notei um vazio, uma tristeza, uma busca como se a muito, em desespero, quisesse encontrar algo. Os olhos enegrecidos pelos anos de solidão inspirava cuidado pois denotou súplica para mim. Tive  medo daquele chamado e rapidamente segui em frente, pouco mais tive dó daquele ser, mas não voltei. Parei, olhei em torno de mim nada vi, será que eu estava escondendo de mim o momento do reencontro? E aqueles olhos que não me saia da cabeça. Procurei outro espelho e esforcei para lembrar daquela tez pálida qual  foi minha surpresa: - Era eu! Eu me seguia o tempo todo e não me reconhecia; e olhava para mim e não me via; o espelho escondia de mim aquilo que eu mais temia, a verdade de ser eu mesmo mas ao mesmo tempo me revelou aquilo que verdadeiramente sou. Simplesmente eu!

Creditou Deus em mim algumas propriedades para fazer que vença com resignação se não sou probo nos atos minha competência deverá ser revista e então vem a decepção caso use no sentido torpe. Tenho trabalhado com cautela minha vida respeitando meu próximo e até sofro com sua ansiedade.

Meu Deus quando estiver prestes a fraquejar erga-me; quando o desânimo iminente chegar dai-me força para recebe-lo com sabedoria e o despedir; quando o desamor afiar suas garras ilumine-me com a sua luz que de tão alva purificar-me-á o coração e meu semblante não desfalecerá.

Sei que o senhor me conduz com benevolência e afeto e como sabedor das minhas inquietudes esses prantos que se aflora não significa descontentamento com vida, sei que é a vontade de ser feliz no entanto me sinto preso, mas confiante na sua promessa alegro-me com o momento da eternidade para poder estar junto de ti.

Sou um homem que chora por razões;
Sou um homem que sente por emoções;
Sou um homem que vive por querer encontrar-me.
Busquei-te nos quatro cantos deste mundo e finalmente encontrei-te como num sonho.
Tenho-te nas minhas mãos e como num lapso você foge, vou atrás em pensamentos.
Tenho-te porque você é a única coisa que tenho;
Se tenho-te, ora, orgulho-me;
Se orgulho-me, ora, mereço-te
Se mereço-te, ora esqueço-me;
Se esqueço-me é porque seu conteúdo emana e enche-me do seu amor.

 
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