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Cheiro de amor - (19ª Reflexão )

No ar um cheiro de amor, na chegada uma fragrância jamais sentida, no íntimo o desejo ardente de envolver-se. Olho para os lados como a procurar o infinito e o que vejo são apenas quatro paredes brancas ou polidas pela saudade. A escuridão me envolve como se o negrume da noite tivesse culpa da minha estupidez. Sórdida ilusão! Posso carregar meu jugo e não ser insensato para culpar a mim mesmo - ego suficientemente forte para apenas não ver as paredes pálidas.
O cheiro se espalha em cúmulos-nimbos pelo quarto e naquela atmosfera tênue envolvente seu espectro enche-me de prazer, quero conter-me porém o cheiro é avassalador, irresistível, forte demais. Em clima de sussurros e coisas bendizentes de prazer sou tocado no fundo de minha alma pela seta certeira lançada por mãos hábeis e majestosas do seu amor. Explodimos mutuamente como da chegada súbita de um tornado arrasando todo um jardim de floridos cultivares. É a beatitude do prazer posta de lado para dar lugar ao prazer.

 
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