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Existência alienada - (24ª Reflexão )

Permita-me fazer uma regressão até onde minha consciência possa lembrar. Infelizmente aqui tenho memória curta, só me lembro de passagens, não conseguindo, porém, aludir-me a situações mais em conta.

A candura num envolvimento, e o zelo na sua continuidade, tem a acrescentar alegria em nossa vida.

Diariamente nos conjeturamos na forma de mantermos em linha atendendo nossa rotina, é uma saudação ao nosso imediato passo ao progresso. Mas que progresso é esse que nos afigura tão dolorido e que nos faz tão pessimistas? - Oh! quão insensato somos, nem ao menos damos a chance de se germinar o que se plantou na véspera, logo, ser pessimista quando não se conhece é uma tolice muito grande.

Saber aceitar tudo que vem do alto é ser justo consigo mesmo e ninguém está aqui por acaso. Estas passagens do dia a dia, por mais fúteis que sejam, se pensarmos bem, nos traz benefícios outros jamais percebidos. É fácil sistematizar uma rotina quando no âmbito dos envolvidos há renúncia de certos hábitos em prol de um verdadeiro fim.

Tudo tem sido previamente elaborado para atendermos, sem magoas, uns aos outros. Lentamente e com paciência vai descortinando aquele paradoxo de duas vidas que sempre esteve na incerteza. Um ou outro, momentaneamente, está ganhando; talvez aqui ou ali, não importa. O óbvio é que estamos nos dirigindo para um só lugar onde a bem aventurança é toda vivida, aí sim, com intensidade.

Nessa nossa reminiscência, afora tamanha, digamos, incredulidade, reside um mundo de fantasias que acredito tenha algum benefício. Ora, se nos atermos em tudo que nos acontece na vida é graças a uma utopia, de modo simples trazendo nos às rotinas; de modo complexo às afeições ilusórias que nos nutre a encarar a primeira possibilidade. É uma questão de dualidade do Ser onde o mesmo pertencente à esfera terrestre está sujeito às vicissitudes ordinárias da vida.

É tão bom quando cai a tarde, depois de longas horas a realizar afazeres um ou outro até educativos, consoante a vontade de ser útil. Apraz-nos então dizer: - mais um dia meu Deus. O conformismo de tal situação depura-nos milimetricamente a bem do nosso entendimento. Casuisticamente, diz o leigo, é uma questão de sobrevivência; fundamenta-se tal hipótese na razão do merecimento que é dado a cada indivíduo. Quanta diferença há apenas no sabor de um colóquio. Nas diversas formas que nos apresenta a vida, a distinção errada em prol de uma vaidade pode-nos acarretar sérios riscos de perder-nos. Será que a visão do próximo como nosso semelhante é tão difícil assim? Não somos iguais? Vamos fazer uma introspecção bem definida ao nosso Eu e então refletir nos nossos pares, haverá pontos obscuros na imagem que acharemos inverossímil existirmos. É uma questão de caridade.

Na parte superior do prédio faz meu eu; desço, busco incessantemente a paz, não consigo.

Nas diversas localidades que passei, vultos sem importância me consomem. O que queria mais que tudo, não teve coragem, esqueceu. O que pensava já fosse meu virou vento.

A árvore floresceu, as folhas esverdearam, as flores tornaram se frutos. A arvore frutificou.
O que parecia mais escuro, clareou.
Perdi meu Ego, sou agora consumo de meu próprio eu.
Meu eu cansou, procurou, ficou aterrorizado.
No mesmo dia trouxe sensações agradáveis.
Não perdi; confiante fico; mais ainda; lá se foi, não estava.
Como deve estar se sentindo? - Só!
- Porque pensa estar angustiado? Porque vive a ermo?
- Porque gosta de ficar sozinho, não gosta? Vive se lamentando. Você procurou, não. Você se fez de rogado para remediar sua consciência. Trouxe prazeres, não trouxe?

Hoje, agora, neste momento, minha cabeça enlouqueceu; veja como ela gira, meus olhos estão mais densos, está se tornando escarlate, por que fiz isso?, as pessoas não são mais aquelas que me amavam, meus colegas deixaram de ser meus amigos, ou vice-versa, estou louco, um turbilhão de loucuras. Ei!  você, venha cá. incompreendido. Meu sangue está heterogêneo, estou hesitante a meu respeito, quem sou eu, que mundo é este.
Padeço!

Você está no meu pensamento, a qualquer hora, a todo momento, não naquele dia, já se foram vários dias.

Você não é minha, nunca foi, nem ao menos me deu satisfação, assim como no principio.
Quis saber a verdade, agora sabe; você é forte, Sou fraco.
É brincando que se conhece as pessoas.
Você brincou, conheceu, agiu com ironia. Por quê?. Sim.
Não perdi as esperanças, agora sim amanhã não.

Em novembro vimos que podemos ser válidos por servirem de espias terrenos, por isso não subjuguem nossas capacidades de lamentar o imediato. Onde há interesse mútuo há covardia também, somente somos livres da corrupção a partir do momento que deixamos de lado as coisas comezinhas materiais; alijemos esse mau que nos afeta, o orgulho.

No auge de uma existência floresce no âmago dos amores emoções plenas para uma eternidade.

... e aí depois de mais um dia, surge mais uma vez do imortal que ainda em vida trabalha com pensamento firme e sempre objetivo, e que o amanhã não é tão longe quanto parece... e por muitos anos, na verdade dez, ou melhor doze, não sabia moralmente o que fosse viver - muito lindo ou melhor não sabia viver. Está tudo errado, não consigo indexar minhas idéias.

... e por mais que tente, não esforço, pois não há condições para isso, vegeto, ora...

Existência alienada, poderá eu viver logicamente nessa existência? Não.

 
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