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Sinceridade - (26ª Reflexão )

Eu não estou a fim de escrever, mas eis uma rápida pincelada da minha vida.

O meu primeiro amor; aos 16 anos, que não tive por completo - apenas na vontade -, minha primeira namorada; aos 21 anos, isso mesmo! 21 E conseqüentemente meu casamento, talvez por sexo e solidão. Casei-me aos 22 anos sem ter passado pela fase da descoberta da adolescência. Minha mãe influenciou muito na minha vida  causando-me traumas por não haver harmonia em nós uma vez que com ela nunca vivi e também não tive a graça de ter conhecido meu pai. Criaram-me?, não, eu me criei. Esse é um ponto positivo para minha carência excessivamente afetiva, nota-se agora os meus desacertos e nas crises existenciais. Nessas primeiras explanações rápidas já se formam argumentos suficientes para o quão tardio envolvimento afetivo eu tive.

Meu casamento durou quatro anos e cinco meses e depois mais quase um ano de reconcilio. Não vingou! Fase muito difícil aquela. Agora com uma filha pequena como deixá-la, complicado! Nessa época, 1990, mais precisamente janeiro desse ano, Eu, de férias no Recife com Pat tive que deixá-la aos cuidados da tia e voltar para Brasília e, no mesmo dia que lá cheguei, 10 de fevereiro, sua mãe estava chegando em Recife com todas as malas.

A presença da ausência foi muito grande fiquei absorto naquele espaço. Ao ver os móveis os brinquedos o berço, foi quase o meu fim. Desfaleci-me em prantos, minha filha não estava mais comigo. Essa era minha realidade e que teria  que conviver com ela. Não podia ficar longe dela era demais para mim. Esse  foi o pior ano até então. Passei a beber. Alguns diziam até que eu estava perdido. Minha fraqueza foi a falta de afeto familiar, onde apoiar se eu não a tinha? Fui mais forte e hauri forças para mudar radicalmente de vida se era minha realidade assim seria. No ano seguinte transferi-me para Recife depois de penosas romarias aos Gabinetes da Aeronáutica. Como sempre fui sincero nos meus pedidos a concessão foi dada. Vida nova! Junto com minha filha tudo iria melhorar. Dias difíceis assolaram sobre mim em Recife sem teto e morando de favores cheguei a perder 10 quilos tamanha era minha preocupação. Minha estrela brilhou mais forte e comprei um apartamento achando que teria um lar para Pat mas no mesmo ano que recebi as chaves Pat foi para Brasília com a mãe; Ela, agora, com mais uma filha e mais uma desilusão amorosa desta vez com outro homem após um relacionamento de 3 anos.

Houve uma reviravolta na minha vida, de novo, mas desta vez bem menor e aceitei de bom grado a situação.

Pessoas queridas chegaram a argumentar com juras que eu viera para Recife em virtude de um reconcilio  matrimonial, coitados! Como estavam enganados vim por Pat, num primeiro momento e, pela vontade de ter um lugar ao sol onde tivesse paz e harmonia.

Desde que aqui cheguei não consegui ter  um relacionamento seguro com mulher alguma ou por desconfiança, receio não sei... Passei muitos anos apenas "ficando" e não era isto que queria. Hoje penso diferente procuro um relacionamento forte e sincero baseado nas minhas experiências.

Fiz esta pequena dissertação para que guarde um pouquinho de mim. Tudo é um processo.

Eu, jovem tardio no amor agora homem feito e consciencioso  do meu destino.

Para refletir: Meus finais de tarde sempre são bonitos. Há uma calmaria singular no ambiente o ar fresco do litoral sucinta à reflexão. Sempre canto o carinho

 
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