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Revi um amigo - (32ª Reflexão )

Quando adolescente tive vários amigos entre estes um se destacou: Antonio Silvinio. Passamos a adolescência numa cidade do interior de Goiás onde aprontamos como jovens de uma época. Chegou a hora da despedida. Aos dezoito anos era hora de cada um tomar seu rumo. Uns foram para a cidade grande; outros entraram para o exército outros ainda foram para as fazendas. E o Silvinio! Bem este nem mesmo de despediu. Como amigo que era ele não queria que lágrimas rolassem e se desperdiçassem pois, interiormente o mesmo previra que estas lágrimas deveriam ser para encantamento do reencontro e não por achar que era o fim. E assim o Silvinio se foi...

Há intervalos curtos um ou outro voltou para esta cidade para nos revirmos. E o Silvinio? Os anos se passaram e o contato mesmo com estes poucos de história ficou a mercê do tempo. Semana passada revolvi procurar por este rebento de Goiás. A internet é mágica. Não precisei ir no Ratinho nem tampouco ao Silvio Santos simplesmente o procurei pelo site www.google.com e para meu alento seu nome estava lá estampado no site. Inacreditável! Mas era ele mesmo. O Silvinio candidato a vereador de uma cidade do interior de Goiás. Não aquela que passamos a adolescência ou a que freqüentávamos a casa da "Teresa pega Homem", "boteco do Sabonete" e até mesmo pescaria no "córrego da rua da paca". Campos Belos eis a cidade onde o Silvinio se encontra agora. Assim fui à procura desde ilustre amigo de tantos devaneios. Como? Mandei um e-mail para o Webmaster do site encontrado e depois de uma semana - hoje - veio a resposta. Eles não puderam encontrar o Silvinio mas fizeram uma pesquisa e acharam a Sra. Iolanda Frota. Animei-me pois o sobrenome do Silvinio é Frota. Como me passaram o telefone dela eu tratei logo de ligar. Eureca!!! Sra. Iolanda é ex-esposa do Silvinio. Foi uma festa. Depois de narrar minha epopéia para reencontrá-lo a mesma até se comoveu e me deu o telefone do meu nobre amigo sumido. Após confabular por 15 minutos desliguei o fone e liguei para o numero que ela tinha me fornecido. Atende uma senhora conto o "porquê" de eu estar ali e ela o chama:

- Tonho, oh! Tonho. Tem um rapaz dizendo-se Paulo e que não o vê por 22 anos e que é seu amigo de outrora. Eu aqui pálido e inquieto e suscitando uma lembrança imediata:
- Alô, Silvinio pelo visto creio que já sabe quem está aqui.
- Paulo, não acredito! Meu deus...
- Eu mesmo! - e ai começa a lembrança.

Contei como aconteceu de eu o ter encontrado  e ficamos mais de hora conversando. Foi maravilhoso! Rever um amigo de adolescência depois de 22 anos é uma experiência fantástica. Muita coisa mudou, cada um com sua vida já feita e afazeres distintos. Foi enriquecedor para mim esse contato. Trocamos telefone e ficou acertado que assim que for possível nosso reencontro pessoal se dará. Bem, achei que você gostaria de saber o que fiz hoje de bom e para um final de ano nada melhor que rever amigos, acabar com a dissensão - chaga do bem viver - e aprofundar no relacionamento sem interesses.

 
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